O último dia da BorCon foi o melhor de todos! Ah se todos tivessem sido como este. Apesar de ter sido o dia com menos palestras, foi as que mais gostei.

A primeira palestra, sobre o futuro do Delphi foi feita pelo Daniel Politschuck e ele simplesmente mostrou o beta do novo Delphi. Ainda sem nome definido, não se sabe se ele vai se chamar Delphi 9 ou talvez seguir o esquema do JBuilder e VS e se chamar Delphi 2005. Mas isso é o que menos importa. O que realmente importa é que a ferramenta está mais poderosa do que nunca. Acredito que a maioria saiu bem animado e satisfeito. São muitas novidades. Entre elas SyncEdit, que permite editar vários trechos de código ao mesmo tempo (exemplo, alterar nome de uma variável), suporte para refactoring, o loop for..in, erros de compilação apontados durante a escrita do código, como no Visual Studio, etc. Algumas outras informações foram um pouco decepcionantes, como o desenvolvimento para dispositivos móveis que não será suportado e o framework .Net que continuará sendo o 1.1 e não o 2.0 como o VS 2005 que vem por ai. Além e claro de gerar aplicativos Delphi .NET, C#, VB.NET e Win32 tudo na mesma IDE, conforme já haviamos comentado. A tela de splash dele é uma cobra chamada Diamondback, que tem esse nome devido ao desenho de sua pele em forma de diamante. Em fim, valeu a pena ter visto, pena não poder postar aqui as fotos, pois o próprio José Rubens presidente da Borland Brasil pediu que não divulgassemos, pois parece que eles não estavam autorizados a mostrar a versão beta. De qualquer forma, acho que todos os Delpheiros fiéis merecem saber, então não poderia deixar de relatar aqui.

Depois da palestra sobre o novo Delphi, o menino prodígio Daniel Polistchuck deu outra palestra, desta vez sobre conceitos avançados em ASP.NET. Essa foi realmente muito boa e sai com vontade de iniciar um projeto ASP.NET naquela mesma hora. E nada de arrastar componentes, ou coisas desse tipo, ele fez tudo com OO puro, da forma que gosto e foi realmente interessante.

Na sequência uma palestra também muito interessante e desafiadora. Já ouviu falar sobre “prevalência”? Prevalência nada mais é do que você abolir bancos de dados de seus aplicativos. Simplesmente deixar todos os seus dados em memória RAM. É isso mesmo, ao invés de você ter um servidor de banco de dados, como acontece hoje, você teria um servidor de objetos, que mantem todos os objetos do seu sistema em memória. Mas claro, que para usar prevalência você precisa trabalhar com OO puro. Nada de tables, datamodules ou coisas do tipo. Exemplo: cada registro de cliente de uma tabela de clientes é um objeto da classe cliente. Se você tem 10.000 clientes cadastrados, você teria 10.000 objetos cliente na memória do seu servidor. Parece louco, mas não é tão absurdo assim quando você entende a idéia toda. Pelo contrário, é simplesmente o supra sumo do desenvolvimento, pois você trata tudo como objetos e não tem que se preocupar com a camada de persistência, que todos sabem é a pior parte do OO.

O encerramento foi simples, algumas palavras do José Rubens, presidente da Borland, sorteio de brindes (eu ganhei um treinamento na TDS Training) e só.

No geral, o evento acrescentou conhecimento, sem dúvida, mas poderia ter sido melhor. Acho que as palestras poderiam ter sido mais detalhadas e aprofundadas. Mas o tempo é pouco de 1h para cada palestra. Acho também que o preço poderia ser mais baixo, viabilizando a participação em massa da comunidade de desenvolvedores. Pois achei que a participação foi bem modesta. Mas não entendo bem o objetivo da Borland com este evento. Não sei se ela ganha dinheiro com ele ou apenas o realiza para aproximar os desenvolvedores de seus produtos, então não dá pra saber se foi um sucesso ou não. Se tiver oportunidade, participarei no ano que vem, quando também espero poder participar do PDC da Microsoft, e ter um referência para comparação.


Olha o exemplo do peixinho ai gente! Ele está em todas.


Mochila que todos os palestrantes e congressistas ganharam. Além de uma camiseta.