Ontem o famoso JavaMan, Bruno Souza, esteve palestrando aqui em Americana, na UNISAL. Apesar de eu não estar trabalhando com Java e de não achar que farei isso num futuro próximo, não poderia deixar de ouvir esse ícone da comunidade.

Vou ser direto: não gostei. Sai decepcionado com o cara. Respeito Java como respeito qualquer outra tecnologia e linguagem. Java ainda mais do que as outras, pois sem dúvida é a tecnologia mais popular de desenvolvimento. Mas não gosto quando detonam outras tecnologias para mostrar como outra é melhor, principalmente falando “meias verdades”. Isso me lembra muito os discuros de políticos, “vamos acabar com a miséria, vamos integrar as polícias e acabar com a insegurança e o crime, somos a solução para tudo, se você não está conosco você não tem futuro.” Basicamente ele disse que nenhuma outra tecnologia presta no mundo além de Java, que se você não programar em Java você está acabado, pois seu software não vai rodar em computadores de 3000 CPUs que a Silicon Graphics tem, nem nos SmartCards que todos tem no celular.

A palestra foi em uma faculdade, onde muitos ainda não tem uma boa visão das tecnologias e de mercado, então o perigo é que alguns acreditem que isso é verdade. Porém ele realmente é um evangelizador nato. Ele fala alto, forte e firme. Ele se impõe sobre sua audiência. Poucos palestrantes de tecnologia são assim.

Resumindo, acho que Java é fantástico, e a popularidade dele realmente empolga. Mas ele não é a melhor solução para todos os problemas. Existem muitas outras ótimas tecnologias que também são fantásticas e que por mais que o JavaMan não acredite, funcionam mesmo não sendo Java.

É devido a exemplos como esse que sempre me preocupo em não ser xiita em nada. Adoro Delphi, mas se amanhã ele não me atender, troco ele o mais rápido possível. Seja para Java, seja para C#, seja para qualquer outra coisa, que me ajude melhor a atender meus objetivos.